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Vikings: Uma série incrível que se perdeu tentando ser outra série

 

Agora com o fim da última temporada de Vikings, acho que ficou claro o quanto a série se perdeu tentando ser Game of Thrones. Vikings, em sua primeira temporada, começou com uma premissa totalmente diferente, relatando histórias do personagem Ragnar Lothbrok, apesar de seus feitos na série serem misturados com os de outros Vikings reais. Este personagem que é um Rei Semi-Lendário, foi criação dos roteiristas. A liberdade poética não é um pecado absoluto, mas quando você muda todo um fato histórico que poderia ser trabalhado bem e dado uma identidade própria para a série e por um enredo tedioso tentando imitar outra obra, é de se lamentar. As últimas temporadas, apesar de Vikings ser visualmente mega produzida, como por exemplo as cenas de batalha, o roteiro se perdeu completamente após a morte de Ragnar até a morte do Rei Aella, na grande invasão bárbara, evento que de fato ocorreu e teve aquele fim. Após isso, acontece uma reunião de Reis e líderes Vikings que termina com uma briga entre os irmãos Ivar e Sigurd, fato que nunca houve, embora renda uma cena sensacional com Ivar matando o irmão em um momento de raiva.

Depois disso a série vai ladeira abaixo. Os irmãos Harald Finehair e Halfdan The Black se separam, Halfdan alega que deseja conhecer coisas novas e que vai viajar com Bjorn Ironside e assim acontece. Harald volta para a Noruega. Toda essa viagem serve como pretexto para um personagem que foi idealizado desde o começo da série como extremamente leal ao irmão e por conta de sucessivos eventos, Halfdan se torna colega de Bjorn, quando devido a desacordos entre Ivar e seu irmão Ubba, faz com que todos os filhos de Ragnar se dividam. Ubba volta para a Noruega e Ivar toma a cidade de York, fundando o Reino de Yorvic. Nesse momento a série foi precisa, incluindo o Bispo Heahmond, que ajuda a desenvolver tanto Heamond quanto Ivar. Em seguida, se perdem completamente, mais uma vez. Hvitserk, um dos filhos de Ragnar fica junto a Ivar em York, retratando a história real. Hvitserk vira Rei de Yorvik e Ivar vai para a Irlanda onde lá vira Rei também, sendo Hvitserk o maior inimigo de Rei Alfred, O Grande. Então, os irmãos decidem voltar a Noruega para lutar e tomar sua capital Kattegat, o que torna Vikings uma chuva de coisas sem sentido. Ivar e Hvitserk se juntam a Harald Finehair, no acordo de que “se eu fizer você Rei de Kattegat, quando você morrer eu serei Rei”. Eu pergunto ao leitor ou leitora: para um homem que na história foi um dos primeiros grandes unificadores da Europa e Rei de toda Noruega, qual o sentido desse acordo? Por que não matar Ivar assim que tomou a cidade? Ubba se une a Lagertha, mulher que assassinou a mãe dele e roubou seu reino, com a desculpa de que “Bjorn salvou minha vida”. Nós vimos na série Harald salvar a vida desse infeliz várias vezes, não fazendo sentido todo esse enredo que tenta ser uma guerra civil. Vikings perde duas temporadas de vinte episódios para esse enredo de briguinha de irmãos sem sentido. Apesar da série nos presentear com cenas bem feitas, batalhas incríveis e personagens cativantes, é uma pena que tenha se perdido tentando ser Game of Thornes e que tenham trocado viagens pelo mundo, exploração e conquista Viking, por uma Guerra Civil que não leva a nada.

 

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