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Travessia

POESIA

Há quem pense que poesia é coisa para adolescentes, para corações apaixonados ou expressão de quem esteja sofrendo alguma dor.  Paremos um pouco para analisar a questão.  O que será que existe em comum entre estes três momentos de vida? Não seria o maior fervilhar de sentimentos, algo tão intenso que faz com que o interior transborde e o indivíduo sinta necessidade de expandir por não caber mais em si? Seria a poesia uma válvula de escape, um artifício nestas circunstâncias e  passada a fase, tudo volta “ao normal”?

Vem, senta aqui, na confortável cadeira virtual, sirva-se da sua bebida favorita, ouça uma melodia agradável e vamos conversar um pouco sobre poesia.

Vamos lá, pra você, o que é poesia?

A definição do dicionário é  seca, insossa, não?  Então, poste aí em comentários o que é poesia pra você? Do seu jeito. Fique à vontade. Você está em casa!  Se quiser, compartilhe mais, como em que fase da sua vida esteve ou é mais propenso a escrever ou se nunca tentou.  Quem sabe, tem aí um grande poeta adormecido?

O papel em branco e uma caneta na frente assustam,  remetem-nos às provas de redação do colégio à universidade, desafio  em qualquer momento de vida.   E por vezes dava e ainda “dá um branco”, literalmente. É desafiador. É como uma travessia, é angustiante, principalmente se diante de um cronômetro cruel e número de linhas a preencher.  Quem não?

Pensando exatamente neste drama,  um dia escrevi TRAVESSIA, sem pretensão nenhuma.

TRAVESSIA

Entre letras, pingos e pontos me perdi, quando da incessante e quase compulsiva caça de palavras que expressassem o meu dizer.

Muitas encontrei pelo caminho – presas fáceis! Outras me desafiavam, ocultando-se hermeticamente em seus esconderijos semânticos, camufladas entre signos e contextos, mas que seriam a peça faltante do quebra-cabeça do contar.

Tentei blefar, sabotar grafias, premeditadamente transgredir a lei. Que me perdoem os vigilantes gramáticos!

Garimpei por rochas. Com a paciência de ourives, poli palavras e expressões, na ânsia de soltar no mundo o meu eu.

Passei por labirintos. Tal Ícaro, peguei das asas da imaginação e galguei as alturas. Já sem o risco da queda ou da sedução de deixar-me levar pela surpresa da descoberta e mudar de direção.  De cima, quem sabe, poderia avistar a peça perdida na densa floresta encantada.

Recuei, peguei fatos de vida, dispersos e distantes, já desbotados pelo tempo. Colori. Dei “flashback” nas músicas que marcaram a memória, tal isca nas mãos do pescador.

Na aventura do me revelar, continuará sempre à frente o desafio da travessia do infinito deserto do Papel Em Branco.  (Edna Queiroz)

É bem assim.   É libertador saber que não é só você que já se sentiu bloqueado diante da dita folha de papel em branco. Aconteceu e acontece nas melhores famílias, nos maiores escritores.  Não é como apertar um “play” e sair imediatamente.

Este espaço é seu.  A Dona da Casa Produções abriu as portas pra este bate papo informal, onde podemos sentar e conversar sobre poesia  às 5as-feiras – teremos a Quinta Poética, pra gente se soltar, viajar no universo das palavras.  Somos herdeiros de uma riquíssima cultura, podemos enriquecê-la. Conversaremos aqui sobre produções de todos os tempos. Você poderá sugerir um poeta de qualquer momento histórico, qualquer tema a ser abordado relativo à poesia.  Vamos postar?  Seja bem-vindo!

A Produtora  A Dona da Casa Produções é visionária, tem um comprometimento com arte em todas as modalidades e é  dever de todos, enquanto seres pensantes,  não ceder a este esvaziamento da capacidade de se encantar com as diversas formas de criação – submergindo nesta grande onda que tentam encobrir nosso país.

 Bora criar, bora valorizar as múltiplas expressões artísticas e culturais. É o nosso patrimônio, nosso legado, que ninguém pode nos deserdar.   A Casa é sua.  Entre nos demais cômodos, você encontrará cada dia um tema Livros, Música, Programação Cultural, Séries, Filmes, Acontecimentos Gerais.

 Agradecemos a visita.  Volte sempre!

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