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Subestimando Capitã Marvel

Na última quinta-feira, 07 de março, o filme do momento e o primeiro filme do estúdio Marvel, estreou nas telonas do Brasil e fez o público se dividir entre “muito bom” e “péssimo”. Dirigido por Anna Boden e Ryan Fleck, os mesmos diretor do filme teen “Se enlouquecer não se apaixone”, e estrelado por Brie Larson, Samuel L. Jackson, Jude Law e Ben Mendelsohn.

Críticas negativas já existiam bem antes do filme ser exposto, já na divulgação de teasers e trailers. Coisas como “a atriz ( se tratando de Brie Larson) não tem expressão” já eram ditas mesmo antes que os fãs de filmes de super heróis pudessem tirar as próprias conclusões.

Muitos já entraram na sala do cinema com a mente fechada e com ideias pré estabelecidas do que viria a ser o longa, o que pode muito bem distorcer um pouco a visão crítica geral.

Mas o filme realmente é bom? Ou ruim?

A personagem de Brie Larson, Carol Danvers, é uma protagonista mais séria do que o de costume, contudo toda sua tensão é compreensível diante da falta de memória do seu passado e sobre quem realmente é. Com algumas tiradas irônicas, mostra um humor ácido e bastante cortante. A impressão que dá é que a heroína está tão confusa sobre suas origens que se perde dentro de si mesma, não conseguindo transparecer o que sente. Suas ações se mostram calculadas ao extremo, como se não tivesse nada a perder mesmo estando na frente do perigo. Tudo isso, gera um ar mais maduro para o filme, algo que não é tão típico da Marvel, nem mesmo com Deadpool.

O personagem de Samuel L. Jackson, Nick Fury, por outro lado, com mais juventude e ceticismo, traz um equilíbrio cômico ao filme, o que o deixa mais amigável, por assim dizer, do que nos demais longas do universo.

Yon-Rogg (Jude Law), da Star Force, tutor e amigo da protagonista nos últimos 6 anos, se mostra um vilão fraco, com ideais mais fracos ainda, sendo salvo justamente por ser protetor e estabelecer uma relação de carinho com Danvers. A estratégia por trás da história seria excelente, se o filme não fosse desprovido de emoções e deixasse faltar uma grande reviravolta e luta épica entre o vilão e nossa heroína.

Com todo o flow sobre a Capitã Marvel ser a heroína mais forte do Universo Marvel, todos podem ver que o filme deixou a desejar em alguns pontos, como nos efeitos especiais, cenas inconclusivas vez ou outra, um elenco de apoio sem muita profundidade e momentos de ação que não fazem nosso coração acelerar. E, é claro, faltou aquele momento crucial que tem em quase todos os filmes de super heróis, quando sentimos a dor do protagonista e queremos abraçá-lo, então ele volta com tudo e arrasa num plot twist de esbugalhar os olhos (como quando Thor chega com tudo em Wakanda, em Vingadores: Guerra Infinita.)

Mesmo assim, dizer que o filme é ruim, péssimo, fraco ou qualquer outro adjetivo semelhante é, no mínimo, errado diante da trilogia pífia de Homem de Ferro (que é carregada inteirinha pelo Tony Stark), e que mesmo assim todos prezam tanto. Capitã Marvel, como todos os filmes, tem um propósito, uma história e um significado, além de nos revelar o porquê do nome “Vingadores” e como Nick Fury perdeu o bendito olho, sem esquecer que também dá liga para o tão esperado fim da geração de heróis em “Vingadores: Ultimato”.

Portanto, vale a pena assistir antes de sair falando abobrinhas por aí. O filme não impressiona muito, mas tira boas risadas e traz informações bem úteis em alguns momentos, além de “bugar” o cérebro de vez em quando. Nossa Capitã Marvel é o que precisava ser, e bem sabemos que não dá pra agradar todo mundo, não é mesmo?!

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