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POESIA ou  LETRA?

Voltemos a conversar sobre poesia?

POESIA ou  LETRA?  Qual é a zona limítrofe de cada uma quando o assunto é MÚSICA?

Na antiguidade,  ao som da lira (instrumento musical medieval semelhante à rabeca) recitavam-se os poemas, daí o termo lírica(o).

No campo da música, temos verdadeiras preciosidades instrumentais. Villa-Lobos, nascido no Rio de Janeiro, incorporou os sons da natureza, os sons do Brasil em sua arte e conquistou o mundo.  Riqueza melódica de um gênio.   Vale à pena ouvi-lo mergulhando na melodia.

A música toca nossas emoções, vivências. É ela que nos move, porém a letra, a poesia da letra aprofunda o mergulho neste  território mágico. É o dizer, é o exteriorizar sentimentos, anseios, fatos da vida.    Uma bela melodia nos cativa  e o que ouvimos nos leva a buscar a letra – onde podemos encontrar verdadeiras obras-primas poéticas.   Nem todas as letras são poesia, porém muitos poetas musicam suas poesias ou trazem para o  momento criação  de escritores reconhecidos na literatura de todos os tempos, na totalidade ou adaptando-as.

A seleção a seguir é meramente ilustrativa, aleatória, sem a pretensão de estabelecer escala de valor, de grau de importância no mundo das artes literária/musical.   Mesmo porque,  a riqueza cultural brasileira não se limita ao topo da fama. Podemos observar presente em composições não reconhecidas na estatística  das mais visualizadas.

No lugar de uma poesia acompanhada  por uma lira arcaica,  exemplifico com “METADE”, em Oswaldo Montenegro recita a poesia ao som do violão.  Poesia e música se complementando aos moldes de sua gênese – casamento perfeito.    https://www.youtube.com/watch?v=iSeTsM4A8IY

 

 

 

Muitos poetas clássicos da nossa literatura tiveram seus poemas musicados.

–  Carlos Drummond de Andrade:   “E agora, José? / A festa acabou / a luz apagou / o povo sumiu / a noite esfriou, / e agora, José?

=> por Paulo Diniz: https://www.youtube.com/watch?v=-xd507b9QYk

 

Também de Carlos Drummond de Andrade:  “Sonhei que estava sonhando / e que no meu sonho havia / um outro sonho esculpido. / Os três sonhos superpostos / dir-se-iam apenas elos / de uma infindável cadeia / de mitos organizados em derredor de um pobre eu. / Eu que, mal de mim, sonhava. …” (Livro Claro Enigma)

 

– Fernando Pessoa: ” Não digas nada! (in Cancioneiro)

=>  Secos & Molhados – Não: não digas nada!  https://www.youtube.com/watch?v=c2xdiwCCxiA

 

 Luiz de Camôes:  Soneto 11 e Bíblia:   I Coríntios 13

Amor é fogo que arde sem se ver; /  É ferida que dói, e não se sente; / É um contentamento descontente; /É dor que desatina sem doer. …    (Soneto 11 – Camões )

Ainda que eu falasse as línguas dos homens e dos anjos, e não tivesse amor…  (Bíblia:  I Coríntios 13)

 

Manuel Bandeira:  – DESENCANTO

 

É muito comum letras e seus autores/compositores passarem  despercebidos do grande público,  porém, nas letras musicadas encontramos verdadeiras obras de arte.  Poetas de todos os tempos, inspirados, presenteiam-nos  com poesias autorais ou do universo literário na composição desta arte, parte integrante da vida.  Que tenhamos este olhar integral para a arte em todas as suas nuances e matizes.  A Cultura Brasileira permite esta multiplicidade de olhares e percepções.

 

 

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