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Matthew Quick em: Quase uma Rockstar

Amber Appleton é uma jovem cheia de esperanças. Mesmo morando num ônibus escolar com a mãe e seu cachorro, no clima congelante de inverno, mantém seu otimismo e suas crenças para dar o seu melhor em tudo o que faz. Contudo, uma tragédia abrupta coloca em xeque seus ideais e sua perseverança diante dos problemas que a vida traz. Provação divina ou ciclo natural da existência humana, Amber precisa tirar forças dos lugares mais improváveis para seguir em frente.

Quase uma Rockstar não é apenas um relato adolescente sobre como a vida pode ser difícil, mas uma história simples e genuína de como temos que escolher enxergar coisas boas nas situações mais trágicas, mesmo que seja quase impossível.

Amber é uma personagem excêntrica e cativante que, logo no início nos surpreende com sua perspectiva visionária, sempre acreditando que o futuro será melhor, mesmo que o presente desaponte. Cercada por pessoas peculiares e contrastantes, deixa seu rastro de felicidade por onde passa.

Matthew Quick cria um ambiente único e multilateral, em que conseguimos captar e entender os sentimentos e motivações de todos, até dos personagens mais remotos. Todo mundo tem um propósito e é extremamente bem colocado. É possível assimilar de maneira concreta o que cada qual desperta no leitor, seja raiva, impaciência, amor, compaixão etc.

A narrativa escorre de forma lenta, nos deixando sufocar em sensações, emoções e sentimentos, na mesma proporção que Amber, nos fazendo sentir na pele toda agonia, inércia, revolta e reviravolta; todos os estágios e camadas da protagonista.

O segundo livro de Quick, lançado originalmente em 2010, e traduzido pela Intrínseca em 2015, é um deleite de superação e de transição da fase adolescente para a adulta; sobre acontecimentos externos nos obrigam a ser forte. Definitivamente, um livro que faz o leitor refletir profundamente sobre a própria vida após virar a última página.

“Na primeira vez que fui à casa de repouso, os enfermeiros me disseram que eu só tinha que ficar com os idosos no salão; montar quebra-cabeças, ouvir histórias sobre os netos, a Grande Depressão, o custo do leite setenta anos atrás, um monte de assuntos que começaram a me deixar muito deprimida. Aquelas pessoas não precisavam de alguém para ouvir suas histórias tristes. Precisavam de uma faísca, de algo que as fizesse lembrar que ainda estavam vivas.”

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