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Deuses Americanos

Deuses Americanos

Como começar a falar sobre esse livro e agora série da Stars com a Amazon Prime? Talvez eu deva começar pelo espetáculo de conceitos abordados e criados durante o livro, talvez pelo fato de ser algo nunca antes escrito, talvez pela fotografia da série que é simplesmente a coisa mais bem feita que eu assisti em uma série de TV.

Já pararam pra imaginar como seria um mundo onde deuses caminham entre nós, onde os deuses são reais?! Agora imagine que eles se alimentam de fé, orações, de serem lembrados, que isso é o que os fez ficar vivos por eras. É assim que os deuses chegam a América, cada um em uma data diferente, junto com imigrantes.

No começo descobrimos que Odin chegou a América através das incursões vikings pelo mar, a terra batizada com o sangue dos sacrifícios dos vikings na costa, ali nasceu Odin. Ele vive na América desde então, assim como outros deuses, como Kali que veio com os imigrantes hindus, Anansi com os escravos de Gana, Czernoborg com os russos, dentre outras divindades.

Com o passar dos anos a humanidade foi esquecendo novamente esses Deuses e eles se mantem vivos em pequenos detalhes culturais. Como por exemplo, Odin que é lembrado no quarto dia da semana em países de língua germânica como o EUA e Ostara, a deusa da primavera a quem deu origem a tradição de ovos de páscoa. Com o surgimento de novos deuses, os antigos, com exceção de alguns deuses repaginados e de Jesus (cujo qual existem milhares, já que todos pensam em um Jesus de uma maneira diferente), estão morrendo.

 Com esse afastamento surgiram novos Deuses na América, como a Deusa Mídia, que é a encarnação da televisão, que mostra o como as pessoas acreditam em tudo que escutam na TV, sentam em frente ao televisor como em um altar e sacrificam tempo de suas vidas. É assim que Mídia recebe suas orações, mas ela não é a única. Do advento da internet nasceu Technical Boy, a encarnação da internet, um Deus muito jovem e poderoso. Seu altar são os smart fones, computadores. Seus sacrifícios, seu tempo. E ainda há aqueles deuses periféricos como o caso do Deus das Estradas, cujo o templo são as estradas, seu altar o carro, onde os humanos gastam horas de seus dias no trânsito e seu sacrifício são os mortos nesses acidentes.

Deuses Repaginados

Alguns deuses foram repaginados, como Ostara, que seu culto a ovos de páscoa foi transformado e aderido ao feriado cristão. Os Leprechauns que são lembrados sempre no dia de São Patrício e, talvez o mais incrível deles, Vulcano/Hefesto que foi repaginado de um ferreiro para um fabricante de armas, que recebe sua fé do gosto do americano por armas, o que leva a uma das frases mais sombrias da série, que ilustra bem a grandiosidade dos conceitos criados nela: “Cada bala disparada em uma sala de cinema lotada é uma oração em meu nome.” Ou como a Rainha de Sabá, uma deusa do sexo, que criou sua própria versão do Tinder com a ajuda de Technical Boy.

Deuses Antigos

O mais conhecido deles, Jesus é um dos deuses antigos mais lembrados e vive bem em todas as suas infinitas encarnações. Os gregos nunca de fato foram esquecidos, com planetas batizados em seus nomes, eles são poderosos e vivem confortavelmente sobre o monte olimpo.

Czernobog, o deus da maldade, que possui uma dupla personalidade, Bielobog o deus russo da bondade, chegou a América com os imigrantes russos, mas principalmente com os Banders sangrentos, uma família que massacrava forasteiros com uma marreta em sacrifícios a Czernobog durante os primeiros anos da América. Ele absorve sua fé de grandes massacres.

 Com o passar dos anos como ele mesmo nos mostra com a frase: “sou esquecido na Rússia e aqui sou uma lembrança ruim”, ele vive a vida como um matador de gado em Chicago com suas 3 irmãs, as Zoryas, que ganham a vida lendo mãos e fazendo adivinhações.

Anansi, o Deus negro das historias, veio para a América com os escravos de Gana, vive a vida como um alfaiate de ternos e um contador de historias, é um deus lembrado, embora não muito poderoso. Ele alimenta sua fé através da luta do povo negro na América.

Os deuses egípcios, Anúbis e Tot, têm uma funerária. Tot escreve livros registrando a historia dos mortos e Anúbis prepara os corpos para os velórios, sua lembrança vem da criação de gatos e do processo de embalsamento, eles vivem relativamente bem.

Odin ganha a vida como um trapaceiro, sua maior ambição é reunir os velhos deuses para matar os deuses novos e redistribuir a fé para todos, sendo o protagonista da história. Temos também Thor, que se matou nos anos 50, Loki que vigia Shadow Moon, na prisão para Odin.

      Só dessa maneira que podemos definir esse livro, pegue seu livro ou seu Amazon Prime e viaje com Odin e Shadow Moon por esse mundo cheio de deuses e conceitos que vão fazer você mudar sua visão de mundo. Um livro que não é sobre enredo e sim sobre o conhecimento adquirido ao ler até sua última palavra.

Nem é preciso dizer que todas as personagens, vivas, mortas ou mortas-vivas, utilizadas nesta história, são fictícias ou foram usadas em um contexto fictício. Só os deuses são reais.”

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