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Dark (Netfix)

Dark é uma série alemã, criada por Baran bo Odar e Jantje Friese. Original da Netflix, mistura drama, suspense e ficção científica ao tratar sobre a não linearidade do tempo.  Aborda assuntos como causa e efeito, explorando ao máximo as consequências de nossas ações.

“Acreditamos que o tempo decorre de forma linear. Que ele avança uniformemente, para sempre. Até o infinito. Mas a diferença entre passado, presente e futuro não passa de uma ilusão”, é a frase piloto que nos trás uma palinha do que está por vir.

Dark se passa, em três épocas diferentes: 1953, 1986 e 2019, e durante essas transições  nos mostra que o futuro e o presente também podem influenciar o passado. Albert Einstein, físico alemão, foi um dos primeiros a introduzir a ideia de uma viagem pelo tempo em sua teoria geral da relatividade. Não é a toa que a frase inicial lhe pertence: “A diferença entre passado, presente e futuro é somente uma persistente ilusão”.

 A série conta com personagens envolventes e histórias intrigantes, além de uma paleta de cores incríveis, uma trilha sonora indie/folk maravilhosa e uma fotografia perfeita, cada quadro é um colírio para os olhos. A seleção de atores é impecável, uma vez que a semelhança dos personagens presentes com suas versões mais jovens ou mais velhas é claramente visível.

A série se passa em Winden, uma pequena cidade na Alemanha, que ainda possui uma usina nuclear. É uma cidade cheia de segredos, apesar de ter uma baixa taxa de criminalidade. Ali é onde o jovem Erik Obendorf (Paul Radom) desaparece, o que causa um alvoroço na cidade.

 A trama começa com Michael Kahnwald (Sebastian Rudolph) cometendo suicídio e deixando uma carta que não poderia ser aberta antes do dia 04 de novembro de 2019 ás 22:13h, que é o momento exato em que Mikkel Nielsen (Daan Lennard Liebrenz), um garoto filho de um dos policiais da cidade, Ulrich Nielsen (Oliver Masucci), desaparece perto das misteriosas cavernas de Winden, sendo assim, a segunda criança a desaparecer em pouco tempo numa cidade aparentemente pacata.

Jonas Kahnwald (Louis Hofmann), filho de Michael, tem pesadelos constantes com seu pai e tenta descobrir o porquê dele ter cometido suicídio. Jonas é um dos fios condutores de Dark, e é um dos primeiros a descobrir as camadas e mais camadas de segredos que a cidade guarda.

 Nas cavernas de Winden, um buraco de minhoca, ocasionado pela radioatividade da usina nuclear, permite a viagem pelo espaço-tempo. O que nos leva a entender que uma das perguntas principais da trama, não é “onde está Mikkel?”, mas “quando está Mikkel?”.

Após o desaparecimento, um corpo de um outro jovem é encontrado nas florestas de Winden, com roupas e acessórios da década de 80. A criança está praticamente irreconhecível, devido a queimaduras intensas na região ocular, o que torna tudo mais confuso, porém, apesar do estrago, o corpo não parece pertencer a Erik Obendorf nem a Mikkel Nielsen.

 O que parece um drama comum em séries e filmes, com traições, problemas financeiros, doenças e intrigas familiares, acaba se mostrando bem diferente, já que Dark tem como principal objetivo nos mostrar as consequências de nossas ações, por mais ínfimas que sejam, ou pelos motivos que forem.

Dark é o tipo de série que te prende do início ao fim, desde sua música tema “Goodbye – Apparat”, até os cenários. É como se a estivéssemos vivendo, como se fossemos transportados com os personagens pelo espaço-tempo. Apesar do estilo sombrio, a série nos traz, de certa forma, um conforto, pois é transmitida quase que de maneira tácita devido a grande quantidade de segredos.

A experiência completa, só pode ser obtida ao assistirmos legendado, com seu idioma original (alemão), pois com isso, entendemos melhor todas as situações, a cultura e a história. Entender um povo e sua história, ajuda muito a compreender seus dramas diários. Isso, não só dentro do enredo, mas também o do porquê de a trama ter sido contada daquela forma e não de outra. O porquê das escolhas dos cenários, da trilha sonora, das cores, e assim por diante.

Dark é uma das histórias mais geniais e complexas que já tive o prazer de experienciar. É diferente de tudo que a gente está habituado a assistir. Uma narrativa inteligente e com fundamentos teóricos que a torna bastante contundente. Se você é o tipo de pessoa que gosta de desafiar a si mesma, é a série que eu recomendo!

Provavelmente você vai assistir tudo, olhar para a parede e pensar: “que p**** é essa?” ou “o que foi isso?”. Você vai entender tudo e ao mesmo tempo não entender nada. Mas a experiência vai ser sensacional.

Boa série!

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