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NO MEIO DO CAMINHO

Quem passa pelo calçadão da orla de Copacabana – RJ, altura do Posto 6, é certa a parada para tirar fotos ao lado da estátua do grande poeta e escritor da literatura brasileira, um dos ícones do Modernismo, CARLOS DRUMMOND DE ANDRADE!   Mais um ponto turístico da cidade, visitada por residentes, turistas do Brasil e do mundo.  Mineiro de Itabira –  a “Cidade do Ferro”, tornou-a conhecida no mundo.  Ali, em Copacabana está eternizado, no mesmo banco onde costumava se sentar nos fins de tarde. Sua pose revelando um olhar contemplativo para a vida que  discorre, diz muito da sua postura diante dos acontecimentos dinâmicos, vivos, portanto,  atemporais.   No banco consta a transcrição: “E no mar estava escrita uma cidade”.

A  Sua sutileza ao extrair do simples as grandes questões da vida, da sociedade e do mundo, tornou-o importante escritor do Modernismo.  “No meio do caminho”, publicado em 1928 pela Revista da Antropofagia, se tornou um poema clássico da literatura. A pedra, sinônimo de obstáculo! Assim,  “No Meio do Caminho tinha uma pedra…” abre um espaço incomensurável para reflexão.  E continua atual, assim como em tantos outros que compõem seu rico acervo.

Neste último 31/10, completaria 117º anos de nascimento, data importante para a cultura nacional e,  especialmente para A Dona da Casa Produções,  cujo Diretor-Presidente Fernando Drummond, da descendência do Escritor, deixa a marca positiva no cenário cultural.

Merecidamente, todos os que acessaram a página do Google no dia puderam constatar a homenagem com uma bela imagem comemorativa (Cf. https://www.instagram.com/p/B4SiDFmJACl/ ).

Para a nossa reflexão, concluo com o poema “MÃOS DADAS”  (Publicado no livro Sentimento do Mundo, em 1940)

Mãos Dadas

“Não serei o poeta de um mundo caduco.
Também não cantarei o mundo futuro.
Estou preso à vida e olho meus companheiros.
Estão taciturnos mas nutrem grandes esperanças.
Entre eles, considero a enorme realidade.
O presente é tão grande, não nos afastemos.
Não nos afastemos muito, vamos de mãos dadas.

Não serei o cantor de uma mulher, de uma história.
Não direi suspiros ao anoitecer, a paisagem vista na janela.
Não distribuirei entorpecentes ou cartas de suicida.
Não fugirei para ilhas nem serei raptado por serafins.

O tempo é a minha matéria, o tempo presente, os
homens presentes,
a vida presente”

 

Carlos Drummond de Andrade: sempre presente! “ Vamos de mãos dadas”! Sejamos a resistência, valorizando o que temos de mais precioso na cultura nacional.

 

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